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Fotos de Butão

Butão

Dominado pelos tibetanos, Butão torna-se, no século XIX, uma colônia do Reino Unido. Os britânicos preservam o sistema de governo local, uma Monarquia teocrática em que o poder é exercido pela seita budista Druk (dragão). Em 1907, esse sistema é substituído por uma Monarquia hereditária, com o início da dinastia Wangchuk. Em 1949, o país obtém a independência. O reinado de Jigme Dorji Wangchuk, entre 1952 e 1972, introduz a prática de eleições parlamentares, mas reserva ao rei o cargo de primeiro-ministro. Em 1971, o país é admitido na ONU.

Passeios

Imphu

Apesar da influência ocidental, a cidade mantém seu charme medieval. O símbolo da capital é a fortaleza Trashi Chloe Dzong, completamente renovada na década de 60. O Memorial Nacional Charten contém inúmeras pinturas religiosas e estátuas tântricas e é motivo de peregrinação de muitos habitantes. Outro ponto interessante é o Estádio Changlimithang, onde há competições de arco-e-flecha, o esporte nacional. Os competidores obedecem aos rituais tradicionais e usam vestimentas típicas.

Bumthang

É o coração espiritual do país. É formado por quatro vales, onde importantes templos, dzongs e palácios foram erguidos. O templo de Jampa Lhakhang foi construído em 659 e em outubro ocorre um dos maiores festivais do país, o Jampa Lhakhang Drup.

Himalaia

Himalaia é também conhecido como "Land of Thunder Dragon". Por isso, o Butão ostenta um dragão branco em sua bandeira laranja e amarela. O dragão é um símbolo nacional, tanto quanto a papoula azul e os ciprestes, tão comuns no país. Em vez de futebol, vôlei, tênis ou basquete, o esporte nacional do Butão é o arco e flecha.

As bodas

Um dos costumes mais singulares de Butão é a maneira como celebram as bodas. A cerimônia dura vários dias e começa no umbral do dzong, quando a futura sogra recebe a esposa e oferece-lhe a cinta branca augural. A esposa recebe a benção do lama no pátio do dzong e logo dirige-se ao quarto, onde o marido a espera. Trocam outras cintas brancas de bom augúrio. Posteriormente, sentam-se juntos ao altar e servem o chá de açafrão e arroz doce. Então o lama oferece uma oração e coloca-se no centro do quarto um grande recipiente cheio de chang (cerveja). O lama oferece ao casal, que logo após prová-la recebe a benção. Depois, cada convidado oferece uma cinta augural ao casal.

Gastronomia

Butão é simples e baseada em pratos elaborados com arroz montanhês - também chamado de arroz vermelho -, batatas, "ema" (pimenta), queijo e peixe de água doce. Os butaneses comem arroz e batatas até mesmo pela manhã. Pimenta cresce por quase todo o país, assim como pés de maconha, que são dados aos porcos como alimento. Além das largas plantações nas zonas rurais, a pimenta pode ser vista no telhado de quase todas as casas. É lá que os nativos colocam a iguaria para secar antes de armazená-la para o inverno. E, ao contrário do que acontece em outros países, ela é ingerida como vegetal - cozida, assada ou frita - e não como tempero.

Compras

O artesanato e o vestuário também têm tradição milenar. Peças de prata e cobre, tecidos criados no tear, bordados feitos a mão, dragões e Budas esculpidos em madeira, pinturas e desenhos de fundo religioso enfeitam todas as casas e estão em todas as lojas de souvenires do país. Butaneses misturam cores fortes e sóbrias, com um resultado sempre vibrante.

Clima

A melhor época para visitar o país é de outubro a maio, devido aos festivais de máscaras e dança (outubro) e às comemorações pelo Dia Nacional (17 de dezembro). Quem tem o propósito de fazer "trekking" pelo Himalaia deve evitar os meses de novembro a fevereiro, quando muitas trilhas são bloqueadas pela neve. Agosto e setembro são tradicionalmente chuvosos e também pouco recomendados para "trekking". Nesta época, a visibilidade cai e muitos vôos são cancelados. A temperatura média anual no Butão varia de 10 a 30 graus centígrados, mas a variedade de microclimas é grande. Thimphu e Punakha, por exemplo, são mais quentes que Paro e Bumthang, que têm mínimas beirando os cinco graus negativos em janeiro.